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Querer

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Quero tua boca pra beijar, tuas curvas pra viajar, teu precipício pra me jogar.

Vício

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Quando a vista já se mostrava turva  e não me interessava mais a luz,  ofereci um bombom de gergelim a ela.  Fustigado pelo brilho adocicado de seu olhar,  meus olhos ficaram viciados em olhar pros olhos dela.

Janela

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  Da minha pequena janela, vejo um porto sem naus, uma mesquita sem muezzin,  um campanário sem cruz, uma noite sem lua, um céu sem estrelas. Dessa minha janela modesta, numa fresta, vejo um espelho,  e nele, o nada que me resta.

Correção

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  A primeira vez que a vi,  fui tocado.  O tempo passou,  vi-me apaixonado.  Quando ela se aproximava,  eu calava sufocado. Resolvi escrever o que sentia,  confessar minha paixão.  Professora, ela leu,  corrigiu e devolveu. Pensou que era uma redação!

Origem

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Quando tratamos da origem das coisas, invariavelmente associamos o tema ao “início”, entretanto é importante destacar que analisar a “origem das coisas” não significa buscar saber simplesmente o começo, ou seja, quando começou, onde começou ou ainda quem começou. Ao estudar as origens de algo, fundamentalmente buscamos estabelecer os “princípios”, coisa muito diferente de simples “começos”. Em 1968, eu era um moleque meio desajustado, morava na casa de meus avós maternos na Divisa dos Tambores entre Santos e São Vicente. Nessa época, a coisa mais valiosa que possuía era um tanto de revistas e gibis usados que guardava numa caixa de madeira. Na época, garotos da minha idade viviam na rua jogando bola, empinando pipas ou fazendo outros tipos de brincadeiras. Entretanto, meus avós eram muito rigorosos, não me deixavam sair por nada, com isso meu mundo se resumia ao quintal da casa na rua Divisória, acho que este era e ainda é o nome da rua larga que separa as duas cidades, do nosso la...