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Ano Novo

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 Dia desses cruzei com P.R. na P.G. Apesar de trabalharmos no mesmo colégio, h á pelo menos cinco anos que eu não o encontrava,  Depois dos cumprimentos de praxe, nada de mais importante falamos durante esse nosso rápido encontro Porém, em seguida, durante o almoço me dei conta de que este ano completo mais de duas décadas atravessando a Ponte Pênsil pelo menos duas vezes por semana. Acontece que o P.R. é um dos responsáveis por isso, afinal de contas, vinte anos atrás foi ele quem me convenceu e me contratou para dar aulas neste mesmo colégio.  Durante o almoço voltei à época em que fui contratado. Lembro que na noite que cheguei ao endereço da, para mim, distante Kennedy, na época uma estreita, interminável e mal iluminada avenida circundada por largas faixas de terra onde estacionávamos de forma desordenada os carros, tive uma má impressão e estava disposto a agradecer o convite e cair fora o mais rápido possível. Entretanto, como disse no início, P.R. me convenceu e, não pelo

ESQUERDA ANDA, DIREITA PARA!

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Dia desses, eu e minha esposa fomos ao shopping e num dado momento subimos ao segundo pavimento por uma escada rolante. Nesse trajeto, somente nós dois na escada, em tom de brincadeira chamei a atenção dela  que me acompanhava à esquerda: “esquerda anda, direita para!” Bom, esse aviso que os paulistanos conhecem bem e levam a sério, normalmente e frequentemente é empregado no debate  político, pois associa a “esquerda anda” com “Esquerda progressista” e “direita para” com “Direita conservadora”.  Apesar de que, muitas vezes, essa correlação se confirme, é importante entender que ela não é absoluta, ou seja, nem sempre a Esquerda é “progressista” e nem sempre a Direita é “conservadora”. Digo isso porque, atualmente, uma das minhas preocupações como professor de História é combater os processos de polarização e demonização da “Política”. Mas, antes de tudo, gostaria de esclarecer que sou historiador e não Cientista Político e, outra coisa, gosto tanto de mortadela como de coxinha, mas

Véspera de Natal

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Numa véspera de Natal minha avó Maria morreu.  Acredito que a véspera de Natal não é um bom dia para se morrer, considerando que exista algum dia propicio para morrer.  Lembro bem dessa véspera de Natal, eu estava trabalhando e lá pelas tantas, no meio da tarde, o supervisor veio até mim, cabisbaixo e depois de se enrolar com um discurso meio confuso, foi ao ponto. -- Ligaram da Santa Casa informando que tua vó faleceu. Espantosamente, apesar de me conhecer pouco e não ter a menor ideia de quem era minha vó, o coitado desatou a chorar. Depois de consolar esse meu chefe, gastei um tempo razoável convencendo o sujeito de que não queria ser dispensado do trabalho, que preferia cumprir o turno normalmente. -- Mas, é tua vó! -- Por isso mesmo, foi ela quem me criou e me fez assim. Seguinte, aprendi com minha vó Maria que o trabalho além ser uma forma digna de levar a vida também ajuda a gente esquecer das coisas ruins, os maus pensamentos. Falei sem acreditar muito no que dizia

O Estranho Caso da História do Brasil

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Como professor de História, todas as vezes que entro no conteúdo "Brasil República", início com uma aula introdutória cujo título é exatamente “Introdução aos Estudos de História do Brasil Republicano”, e começo a aula riscando na lousa uma linha do tempo demarcada de 15 de Novembro 1889 até Hoje. Rabiscada a tal cronologia com giz colorido dividindo as diversas fases desse período histórico, invariavelmente me vem à mente o roteiro do filme “ O Curioso Caso de Benjamin Button”, a história dum sujeito que já nasce velho e morre bebê. Isto porque a primeira fase dessa história é a Velha República e, pasmem, um século depois acontece a “Nova República”. Conclusão, explicar e entender a História do Brasil não é fácil, como diria o politicamente incorreto e genial Sérgio Porto, nossa história é um “Samba do Crioulo Doido”. Na próxima segunda-feira, quinze de Novembro, celebraremos o dia da “Proclamação da República”, o primeiro “coup d’état” promovido pelo exército brasileiro, e